Oi voltei.
Em primeiro lugar, gostaria de me desculpar pela ausência aos parcos leitores deste espaço.
Gostaria de me justificar dizendo que estou sem tempo, blá, blá, blá. Mas falta de tempo é uma desculpa antiga… e tempo a gente sempre arranja quando quer… o fato é que andei cansada de sempre ter algo para falar.
Nesse tempo que passou, há tantas coisas que eu gostaria de ter escrito… mas estava em um outro momento de vida… Eu sei que em jornalismo notícia antiga é museu, mas me sinto tentada a retomar alguns tópicos:
1- Economia.
Gostaria de ter escrito sobre o artigo do Maílson da Nóbrega, publicada na Veja, que trata sobre a “necessidade de privatização do Banco do Brasil”. Gostaria de ter dito o quanto isso é política e é nocivo! já que o fato de haverem bancos de capital misto (o BB não é público! E o BNDES não é banco!) têm (ops, sem acento, já que a grafia mudou com as novas Normas da Gramática Portuguesa) permitido ao governo interferir na condução de uma política econômica (não ideal), mas saudável; longe das intempéries que assolam o mercado externo. Aliás, temos sido elogiados por jornais internacionais exatamente por manter bancos capazes de investir em assuntos que extrapolam o retorno especulativo-financeiro e é exatamente isso que o famigerado artigo critica;
2- Mídia
Gostaria de debater sobre veículos de comunicação e seu papel no mundo. O episódio do deputado Sérgio Moraes (PTB-RS) que declarou “estar se lixando para a opinião pública” é um prato cheio para isso. Vejamos… a verdade é que o tal político, quando proferiu o verbete, falava sobre a imprensa e não sobre o público (ouça o áudio, disponível no Estadão); mas é claro que, habilidosos, os comunicólogos trataram de diluir o contexto da frase. Então, o que aprendemos com isso? Bem aprendemos que a imprensa pode sim distorcer fatos e discursos, criar monstros e que nenhuma figura pública que se preze pode se “lixar para a opinião pública”, nem desafiá-los, sob o risco de ter sua imagem irremediável e seriamente riscada.
Não me entenda mal. O fato é que não simpatizo com a idéia que a imprensa assuma o papel de Gatekeeper (o termo designa os fiscais da sociedade; pessoas, profissionais, carreiras imbuídas da (árdua) tarefa de policiar a sociedade). PARA MIM, esse é o papel do Judiciário, do Legislativo e do cidadão (ouso dizer!). À imprensa cabe reportar, noticiar, ser porta-voz. Mas é claro que, em uma sociedade na qual os órgãos de punição e fiscalização não funcionam, outros absorvem suas atribuições. Mas isso lhes é lícito??? Ou quais os interesses, filtros e ética utilizados nessa “fiscalização”??? Essa, aliás, é uma boa discussão. Qual a sua opinião? Adoraria ouvir;
3- Meio ambiente
Sabe, ando pessimista (de um jeito que eu nunca fui…). É, acho que estou ficando velha ou lendo jornais demais… hahahahaha. Li, recentemente, uma pesquisa da ONU que anunciava que possivelmente metade da população mundial não iria ter mais acesso a água em cerca de 15 anos. Bem, faça as contas: 15 anos! O que são 15 anos? É apavorante o “admirável mundo novo” que estamos deixando de herança para as futuras gerações.
4- Amigas
Minha amiga mais chegada está de malas prontas para a Itália. Estou muito feliz por ela, mas quem vai escutar minhas neuras??? E rir das minhas piadas mais infames… Aff!!! É, no final do ano fiquei órfã de pai, mãe e irmãos no Rio de Janeiro… agora de amiga também!?!?! Isso parece não ter fim…
5- Dia dos namorados
Está chegando!!! Estou com a seleção aberta, favor enviar currículos para…… hahahahahahaha
Bem, estou de volta.
Meio assim assim… mas sabe que esse lance de escrever um blog é interessante… porque estava lembrando dos meus votos de Feliz Ano Novo… na época, criei a campanha: Boas notícias em 2009. Então, boas notícias para todos nós.
Eu voltarei mais vezes por aqui, espero que você também.
Bjs.